Chave

20:59

Por Jéssyla Laressa
Tranco minhas saudades na gaveta que me é estendida. Trago correntes de pavores para juntar-se com agonias. Olhe no fundo dos meus olhos que te mostro minha ousadia. Trago para o hoje correntes de perdão, e assim, sinto-me ajoelhada diante do futuro que me espera, me guia e me leva. Correntes de traição; Traição do destino. Escrevo em cada detalhe de saudade o que estou guardando aqui e um dia as lágrimas amargas voltarão a trazer a chave que dei a ti; A chave da minha eternidade. As memórias de algumas vidas passadas minhas. A chave dessas lágrimas inundadas pelo desejo de agarrar-te entre meu peito e deixar-te de vez ir e voltar. Tranco meu amor nas asas da minha liberdade que dessiparam o voo da esperança e trouxeram a tristeza da solidão. Tranco minhas vontades traduzidas em melancolia para fazer-te sorrir ao meu lado constantemente. Ao meu lado - distante - presa a tua liberdade livre. Tranco em mim para uma eternidade distante os fantasmas do medo. Eternizo num sempre distante a agonia que sinto aqui. Mas levo para sempre o amor que construí.

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