Droga, eu cresci.

19:19

Por Débora Queirós
Por que as pessoas insistem em lembrar que eu cresci? Argh! Já não bastam os professores, os deveres, os vestibulares, as intrigas, os choros excessivos, as vontades loucas de fugir? E ainda vem você me dizer:


Desculpe, mas eu ainda não estou totalmente preparada pra essa vida de “gente totalmente grande” e não é de uma hora para outra que vou enfiar essa idéia na minha cabecinha oca, como costumam defini-la, aliás, são tantos adjetivos que dão a esse pobre órgão do meu corpo chamado CEREBRO.
ODEIO a mania que os totalmente adultos têm de querer comandar 
o que é nosso, somente nosso,
exclusivamente nosso, enfim:
Se ele ta grudadinho na minha cabeça é apenas eu que devo comandá-lo. Tirando a parte do coração, porque ô bichinho difícil pra dominar, mas voltando a assunto: PORCARIA EU CRESCI. A última foi:
Fulano: - Você logo será uma universitária, não pode ficar gostando de futilidades como crepúsculo.
(Ok, onde tem escrito que a partir do momento
que você coloca o pé na faculdade 
os seus gostos anteriores são deixados pra trás? 
Ou pior, você deve mudá-los?)
“A ReBernardi é casada, a Grace tem 25 anos
e outras staffs do foforks tem mais
e nem por isso elas são denominadas fúteis.”
Nós somos donos do nosso próprio nariz, o que deixamos de gostar/fazer/agir é problema nosso, se os outros vão nos chamar de crianças, infantis, fúteis, e outros adjetivos lindos, o problema é deles. Um dia, nós até poderemos mudar de opinião, afinal, ao longo dos ANOS é que vamos adquirindo nossa total maturidade (algumas nem ao longo de uma vida inteira), não podemos ser cobradas agora, por algo que se aprende com a vida. 

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