Despedida de um gênio.

19:30

“Se por um instante Deus se esquece-se de que sou uma marionete de trapos e me presenteasse com mais um pedaço de vida, eu aproveitaria esse tempo o mais que pudesse.”
Possivelmente não diria tudo o que penso, mas definitivamente pensaria tudo o que digo.
Daria valor às coisas, não por aquilo que valem, mas pelo que significam.
Dormiria pouco, sonharia mais, porque entendo que por cada minuto que fechamos os olhos, perdemos sessenta segundos de luz.
Andaria quando os demais se detivessem, acordaria quando os demais dormissem.
Se Deus me presenteasse com um pedaço de vida, deitava-me ao sol, deixando a descoberto, não somente o meu corpo, como também a minha alma.
A um menino eu dar-lhe-ia asas, apenas lhe pediria que aprendesse a voar.
Aos velhos ensinaria que a morte não chega com o fim da vida, mas sim com o esquecimento.
O amanhã não está assegurado a ninguém, jovem ou velho. Hoje pode ser a última vez que vejas aqueles que amas. Por isso, não esperes mais, fá-lo hoje, porque o amanhã pode nunca chegar. Senão, lamentará o dia em que não tiveste tempo para um sorriso, um abraço, um beijo e o teres estado muito ocupado para atenderes esse último desejo.

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1 comentários

  1. Alguém disse que o tempo é como uma conta corrente que temos. A cada manhã acordamos com um saldo positivo de 86.400 segundos, mas este saldo não pode ser transferido para o dia seguinte, porque todas as noites este saldo é zerado.
    Parabéns pelo post de Gabriel Garcia Lorca !
    Quanta verdade,..."a morte chega com o esquecimento."
    Vamos colocar os neuronios a funcionar.
    Um abraço.

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