Não sei nada de tudo o que falei.

20:53

Por Daniela Filipini

Vejo, entre folhas e galhos secos um céu infinito e escuro. Vejo os meus sonhos velhos, tudo o que eu fui, tudo o que eu desisti de ser. Não sou a vontade que me cerca, mas posso ser o medo que me atrai. Basta eu mudar um pouco e meus olhos já não são os mesmos, minha vóz já não é igual.

Sou capaz de ser o brilho das estrelas, tudo depende do ângulo em que você olha para mim. Tudo depende da sua vontade, da sua coragem, da sua sede de felicidade. E do seu potêncial em sorrir. Preciso ver se seus olhos brilham como os de um criança ao ver sua mãe se aproximar de braços abertos.
Preciso ver se seu rosto se contrai em um sorriso inocente, preciso disso para fazer-lhe feliz. Preciso de alguém diferente, alguém que não precise de mim, pois não quero precisar de ninguém.
Eu quero olhos fascinantes, como os de quem se permite chorar. E quero antes de tudo, que essa pessoa saiba da frieza de minha alma, para não se ferir depois. Quero que saiba que vivo só por respeirar, e se me perguntar por quê... Direi-lhe que já amei alguém demais, e que por amar tanto vi meu coração despedaçar-se. Direi também dos meus sonhos e do universo de palavras que eu já chorei, que eu já criei, que eu já vivi. E posso falar também, dos fracassos de uma vida inteira, e das vitórias que ainda estão por vir.
Posso falar de um abraço seguro, da Lua fria que eu já visitei dormindo e dos medos de me perder.
Mas não posso falar da felicidade que eu senti, e nem do tamanho do meu amor maltratado. Por que amor é felicidade, e felicidade é amor, mesmo se existir dor... Não posso falar, por que não sei nada de tudo o que falei, e por que dos meus sonhos... Eu acordei!

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